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REVISTA

SINDLOC SP

M

ais de 600 mil motoristas

percorrem as ruas brasilei-

ras atuando para aplicati-

vos como Cabify, Uber e 99. A explo-

são dessa atividade no Brasil

despertou rapidamente a atenção

de startups, que se valem dos re-

cursos da tecnologia para formatar

serviços especializados para aluguel

de carros. Mas enquanto elas em-

prestam inteligência e inovação às

plataformas de transporte, o valio-

so ativo chamado frota faz das loca-

doras potenciais parceiros dessas

jovens companhias.

É o caso da Mobicity, que de-

senvolve programas de mobilidade

compartilhada para as empresas

utilizando os apps e também as ca-

ronas de usuários. Para isso, ma-

peia os deslocamentos de usuários

e identifica os melhores meios de

transporte para o dia a dia. BRF,

Eletropaulo, Raia Drogasil e Sodexo

estão entre os principais clientes.

“Por meio da tecnologia, permiti-

mos que as empresas gerenciem

seus transportes com uma série

de regras e políticas automatiza-

das – quem pode utilizar, em qual

região, em qual horário, com quais

autorizações e para quais centros

de custo”, explica o cofundador

Marcelo Sakai.

O executivo aposta na viagem

multimodal. “É mais eficiente um

trecho ser composto pela utilização

de um carro por aplicativo e um ve-

ículo locado, em vez de um trans-

porte apenas. Isso tem chamado

a atenção de locadoras”, destaca.

Para ele, essa crescente tendência

fará com que as empresas estejam

muito mais ativas para desmobilizar

parte ociosa de suas frotas. É nesse

momento que criamos valor para as

locadoras de automóveis, levando

demanda de grandes empresas para

seus portfólios”, aponta.

Mesmo startups que não nas-

ceram focadas nos condutores de

aplicativos começam a mirar para

esse segmento. A Turbi, por exem-

plo, investe no pacote de horas em

vez de cobrar por diárias, estratégia

viabilizada por parceria com locado-

Bigstock

ras tradicionais e montadoras. O pe-

ríodo contratado inicialmente é o de

12 horas, mas o usuário tem direi-

to a desconto no valor total se não

utiliza o carro por todo esse tempo.

“Hoje, o cliente faz o cadastro e re-

serva o veículo. Depois, vai até o lo-

cal designado e apenas aciona o app

para abrir o carro, com a obrigação

de devolvê-lo com pelo menos 25%

do tanque”, comenta o presidente

executivo Diego Lira.

A Kovi, que mantém parceria ex-

clusiva com o

Sindloc-SP

, é uma das

mais novatas do setor e já atraiu no-

vos investimentos com sua propos-

ta de alugar automóveis das locado-

ras e sublocá-los aos motoristas. A

empresa tem uma base de 3 mil

condutores e recebeu um aporte de

US$ 30 milhões do fundo europeu

GFC, investidor de grupos como Fa-

cebook e LinkedIn. O plano, segundo

o sócio João Costa, é alocar os re-

cursos para projetos de expansão

pela América Latina.

A janela de oportunidades para

as locadoras está escancarada.

n

Apps de transporte estimulam

advento de jovens empresas, que

projetam as companhias tradicionais

como parceiros estratégicos

STARTUPS

CONTRIBUEMPARA

AMPLIARFÔLEGO

DASLOCADORAS