Previous Page  18-19 / 24 Next Page
Information
Show Menu
Previous Page 18-19 / 24 Next Page
Page Background

18

REVISTA

SINDLOC SP

19

REVISTA

SINDLOC SP

C

om a proposta de levar dez

segundos para completar

uma transação financeira, o

QR Code

tem potencial para trans-

formar inteiramente a experiên-

cia de reserva de carros alugados.

Conveniência, rapidez e, princi-

palmente, segurança são fortes

atrativos desse código de barras

dimensional, que ainda pode ser

gerado gratuitamente.

Não é à toa que o uso de aplica-

tivos de pagamento deve passar de

15% para 31% até 2021, de acordo

com o estudo

Global Payments Re-

port

, da consultoria Wordplay. Esse

código, aliás, nasceu justamente na

indústria automotiva, ao ser con-

cebido em 1994 pela Toyota, para

rastrear produtos e gerenciar docu-

mentos em uma de suas subsidiárias

no Japão. “Nada mais é do que uma

maneira fácil de conectar o mundo

off-line

com o

on-line

por meio dos

celulares de todas as pessoas”, re-

sume Fellipe Guimarães, CEO da de-

PORUMA

NOVAEXPERIÊNCIA

NA LOCAÇÃO

senvolvedora de tecnologia Codeby.

Para ter acesso ao conteúdo co-

dificado em um QR Code, a empresa

deve, primeiramente, dispor de uma

câmera em um telefone celular e um

programa para ler o código bidimen-

sional. Deve-se tirar uma foto da

imagem pelo aplicativo, que a con-

verte imediatamente. O uso da tec-

nologia é livre, bastando pesquisar o

termo

free QR Code

no Google, esco-

lher o programa e digitar o número

telefônico ou SMS desejado. Além

disso, o site oferece um código HTML

de incorporação para compartilha-

mento em um site. Outra opção são

os encurtadores de URL, que geram

o código automaticamente. É possí-

vel disponibilizar imagens e outros

arquivos por meio de um QR Code

utilizando o

Online Converter

.

Mobilidade

As transações com QR Code

costumam ser muito mais práticas

e seguras em relação a outras mo-

Ao aliar conveniência e segurança, QR Code dinamiza processo

de reservas e pode transformar a experiência do cliente

dalidades de pagamento. Além das

senhas que o usuário cadastra no ce-

lular para acessá-lo, deve-se inserir a

senha cadastrada no aplicativo para

realizar as operações. Não bastas-

se isso, as informações enviadas de

um usuário para outro, referentes a

transferências ou pagamentos, são

criptografadas. Isso quer dizer que

elas são enviadas e recebidas em

formato de código, que somente o

app consegue identificar e dar conti-

nuidade à operação.

Além disso, quase 100% das

operações realizadas por meio de

uma carteira digital estarão imunes

de fraudes, tornando a modalidade

muito mais segura do que o cartão,

cujo risco de clonagem é sempre imi-

nente. Aliás, mesmo que um celular

seja roubado, o cliente tem a oportu-

nidade de bloquear o aplicativo para

aquele dispositivo. O caminho para

a adoção de um sistema de reser-

vas mais prático e transparente está

aberto. Os clientes agradecem.

n

Bigstock

MAIS UMAVITÓRIA

CONTRAABUROCRACIA

Bigstock

A

pós muitos anos de nego-

ciações e reivindicações,

a indústria de aluguel de

veículos conseguiu mais uma im-

portante vitória contra a burocra-

cia. No último dia 30 de outubro,

a Comissão de Desenvolvimento

Econômico, Indústria, Comércio e

Serviços (CDEICS) da Câmara dos

Deputados aprovou o projeto que

permite a emissão de faturas e

duplicatas pelas empresas que

trabalham com a locação de bens

móveis e imóveis.

O Projeto de Lei nº 4092/19 foi

concebido pelo parlamentar Alci-

des Rodrigues (Patriota-GO), na

forma de um substitutivo apresen-

tado pelo também deputado Ama-

ro Neto (Republicanos-ES). A pro-

posta altera a Lei das Duplicatas,

cujo texto original data de 1968

e incluía apenas a compra e ven-

da de produtos ou serviços como

atividades passíveis de aplicação

dessas faturas, sem menção espe-

cífica a aluguéis. Com a aprovação

pela CDEICS, resta apenas o aval da

Comissão de Constituição e Justiça

(CCJ) do Senado para que a norma

se torne definitiva.

Até então, as empresas do

setor só tinham os contratos de

locação como instrumentos para

questionar dívidas de clientes e

casos de apropriação indébita, o

que estimulava um aumento no

volume de demandas judiciais.

“As grandes locadoras dispõem

de orçamento para absorver o

elevado passivo jurídico gerado

por essas ações. Mas as peque-

nas e médias, infelizmente, en-

tram e saem desse processo fra-

gilizadas”, avalia Eladio Paniagua,

presidente do

Sindloc-SP

.

Não bastassem as dificuldades

para contestar a dívida, as empre-

Projeto de Lei facilita a rotina das empresas com a criação da fatura

eletrônica, permitindo o protesto de contratos de locação

sas ainda eram condenadas a pa-

gar indenizações se tivessem seus

pedidos negados na Justiça. A du-

plicata representa um procedimen-

to de cobrança muito mais ágil e

eficiente, por transparecer publica-

mente a condição de devedora da

empresa ou pessoa física.

O deputado Amaro Neto tam-

bém fez outras modificações,

como permitir a emissão de dupli-

catas escriturais em forma eletrô-

nica e estabelecer que a locação de

bens móveis ou imóveis não será

equiparada à prestação de servi-

ços. Isso evita que as empresas

paguem Imposto sobre Serviços

(ISS). “Sem dúvida, trata-se de uma

das maiores conquistas do setor,

que não só passa a ter segurança

nas operações, mas também ga-

nha reconhecimento como ativi-

dade estratégica na cadeia produ-

tiva”, conclui Paniagua.

n