Previous Page  10-11 / 24 Next Page
Information
Show Menu
Previous Page 10-11 / 24 Next Page
Page Background

10

REVISTA

SINDLOC SP

11

REVISTA

SINDLOC SP

A

quela “escapadinha” do

funcionário com o ve-

ículo corporativo pode

parecer despretensiosa até o

momento em que chega a fatu-

ra. Uma série de despesas im-

previstas pode comprometer as

finanças da empresa de forma

silenciosa. E o pior: a constata-

ção de que esse desvio se tor-

nou regra pode ser insuficiente

para punir ou coibir a prática.

Há até o risco de envolvimento

em imbróglios jurídicos, no caso

das companhias que adotarem

a demissão por justa causa sem

FROTANOCONTROLE,

SEMCHANCEPARADESVIOS

Especialistas indicam ferramentas para aferir e evitar o

uso de veículos corporativos para fins pessoais

Indicadores ao

alcance do gestor

¦

Boletim diário com informações sobre desloca-

mentos, paradas, local, tempo, entre outros;

¦

Regras de entrada, saída e permanência em

garagem;

¦

Área de circulação proibida (cerca eletrônica);

¦

Controle de CNH de motorista (validade);

¦

Controle de rodízio (área no mapa, horário, pla-

cas e dias), com alertas ativos;

¦

Controle de motor ocioso (onde e tempo de mo-

tor ligado)

¦

Sistema notifica quando o veículo atingir certa

quilometragem;

¦

Regra de velocidade: emite um alerta caso o

veículo ultrapasse a velocidade máxima em áre-

as específicas (verificação de multas e avaliação

de direção de risco);

¦

Controle da frota, com criação de garagens por

cliente, operação ou localização;

¦

Mapeamento de pontos de interesse (oficinas

mecânicas, postos de combustível etc.);

¦

Ignição por tolerância (desligar o carro mediante

comando central);

¦

Estimativa de consumo de combustível por

período (baseada na média do veículo);

¦

Controle de jornada do motorista; e

¦

App

para o usuário final, tornando possível a

comunicação via mensagem entre o motorista e

a central.

uma média de uso da frota e qualquer incongruên-

cia será rapidamente diagnosticada”, comenta Ju-

lio Cesar Gatti, da VDO Rastreadores. O tamanho

reduzido do dispositivo permite fácil ocultamento

e coíbe tentativas de burlar o sistema.

A telemetria ainda pode calcular o tempo de

ociosidade do automóvel, indicador especial-

mente relevante para analisar o comportamento

de profissionais de vendas. “Um sensor de chuva

revela o número de vezes em que o limpador de

para-brisa foi acionado. O cruzamento dessa in-

formação com as condições meteorológicas das

vias percorridas pode sinalizar um desvio de con-

uma comprovação efetiva do

que ocorreu.

Porém, o investimento em

ferramentas de monitoramento,

atrelado ao apoio de gestores de

frota especializados, assegura a

devida proteção ao empregador.

Mas, antes de se pensar em qual-

quer tecnologia, o primeiro passo

é a composição de um termo de

responsabilidade, que esmiúça

todas as políticas de utilização de

veículos. Devem ser colhidas assi-

naturas de todos os profissionais

com acesso à frota da empresa.

Outra recomendação fundamen-

tal é exigir o preenchimento da

CNH do condutor no termo e fa-

zer um controle dos vencimentos

dessa carteira.

E engana-se quem pensa que

as tecnologias para o gerencia-

mento de frota sejam inacessí-

veis. “Um simples chip telefônico

acoplado ao carro garante à em-

presa acesso a uma plataforma

de telemetria, com relatórios que

mensuram variáveis como índi-

ces de quilometragem, velocida-

de, horários, deslocamentos,

acelerações e frenagens brus-

cas. “O contratante pode traçar

Divulgação

Divulgação

“A empresa pode traçar

uma média de uso da frota

e qualquer incongruência

será rapidamente

diagnosticada”

JULIO CESAR GATTI

VDO RASTREADORES

Divulgação

duta”, ressalta Fabio Acorsi, diretor comercial da

Ituran, que mantém pacotes de serviços modula-

res para atender a demandas de pequenas e mé-

dias empresas.

Alertas via SMS também podem ser emitidos

para inibir os maus condutores. Mas talvez o cami-

nho contrário represente um bom antídoto. “A em-

presa pode desenvolver um programa de incentivo

que premia os bons motoristas”, exemplifica Rennan

Garcia, sócio da 3S Tecnologia. “Com um valor de ins-

talação, uma taxa de inflação do equipamento e uma

mensalidade inferior a dois dígitos, o controle da fro-

ta estará na mão do gestor”, conclui.

n