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REVISTA

SINDLOC SP

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REVISTA

SINDLOC SP

O BEABÁ PARA INSTALAR

PLACASMERCOSUL

A

instalação das placas veiculares no padrão do

Mercosul é obrigatória desde o último dia 31 de

janeiro. Mas a notícia vem causando dores de

cabeça entre motoristas e gestores de frota. A capital

paulista, por exemplo, dispõe somente de quatro pos-

tos de serviço e provoca uma espera que chega a qua-

tro horas. Para completar, ainda pairam dúvidas sobre

a nova legislação.

Especialistas da editora Auto Esporte e da Lumma

Despachante elencaram algumas questões essenciais

para assimilar essa novidade e garantir a plena ade-

quação da frota sem sustos ou riscos.

Saiba detalhes da nova legislação para agilizar a adequação da sua frota

Quem precisará trocar?

Veículos novos no primeiro emplacamento ou veí-

culos em circulação nos casos de troca de municípios

e estados, placas furtadas ou danificadas.

Como ficará a sequência nos

carros já emplacados?

Será mantida a mesma quantidade de caracte-

res. Mas quem fizer a troca da placa antiga em um

carro já registrado verá, no lugar do segundo núme-

ro da esquerda para a direita, uma letra de A a J (

ver

quadro abaixo)

.

Taxa de placa

ou lacração

Com a nova regulamentação, foi

extinta a taxa aplicada pelo Detran

para solicitações de placa. Uma

nova cobrança ainda não foi divul-

gada pelos órgãos.

Quem estará autorizado

a emplacar?

O emplacamento poderá ser

feito por prestadores de serviço

especializados e credenciados.

Todos os carros,

inclusive usados,

terão que trocar suas

placas até dia 31 de

dezembro de 2023?

Inicialmente os veículos de pri-

meiro emplacamento e transfe-

rência de domicílio terão prioridade

para a troca das placas. Mas até

2023, toda a frota nacional deve ser

atualizada, cabendo aos Detrans o

cumprimento da determinação, con-

forme a estrutura em cada estado.

As placas terão

mesmo a indicação de

cidade e estado?

Os brasões são a identifica-

ção do domicílio do veículo e do

proprietário, que está nas placas

brasileiras desde os anos 1940.

A placa pode ser federal, mas o

controle e tributação e multas da

frota é dos estados, e os municí-

pios têm participação de 50% no

IPVA. Segundo o Denatran, se não

existisse essa identificação seria

difícil direcionar a receita do IPVA

para cada município. Além disso, a

informação serve também como

uma forma de identificação mais

facilitada da origem do carro, caso

seja necessário rastrear sua ori-

gem ou identificar o proprietário.

Isso pode ser utilizado

para multar veículos?

Em quais situações?

De acordo com o Denatran, não

há previsão na regulamentação

atual para o controle de velocidade

ou o licenciamento, mas há estu-

dos para o seu uso nesse sentido. O

principal objetivo é dificultar a clo-

nagem de veículos e outros crimes.

Como os chips

funcionarão?

Os chips das novas placas pos-

suem uma criptografia desenvolvida

para o Denatran semelhantes ao já

conhecido QR Code. Cada um con-

terá um número de serial único, no

qual ficarão armazenadas informa-

ções relativas à toda a rotina do veí-

culo, desde a sua produção até seus

atuais percursos, o que pode evitar,

por exemplo, a clonagem da placa.

Mas de acordo com o órgão, o

chip servirá apenas para controle de

passagem dos veículos nos locais

de instalação das antenas, conten-

do um número de identificação crip-

tografado para ser utilizado pelas

instituições que tiverem a autoriza-

ção do departamento. Dessa forma,

não serão armazenados dados so-

bre os condutores ou proprietários

dos veículos.

Os chips também identificam o

veículo em movimento por meio de

radiofrequência, permitindo que haja

umafiscalizaçãodalocalizaçãodocar-

ro em tempo real, por exemplo. Além

disso, ficará mais fácil a verificação

de outros dados como a regularidade

do veículos quanto ao seu licencia-

mento, pagamento de IPVA e multas.

O novo chip substituirá

o previsto pelo Sistema

de Identificação

Automática de Veículos

(Siniav)?

O novo chip poderá substituir o

antigo previsto em seu projeto para

evitar um custo dobrado aos con-

sumidores. Segundo o Denatran,

porém, o SINIAV também admitirá

outras tecnologias para atender à

necessidade de identificação auto-

mática dos veículos, como a cobrança

automática de pedágios, acessos a

condomínios e estacionamentos pri-

vados, abastecimento em postos de

combustíveis, entre outros serviços.

Qual a diferença técnica

entre o chip do Siniav e

o chip da placa?

A tecnologia prevista na atu-

al regulamentação do SINIAV é do

tipo semi-ativo (ou semi-passivo),

que possui bateria interna, com

durabilidade máxima de cinco anos

e custo entre R$ 50 e R$ 100. Já o

chip não possui bateria, não preci-

sa ser trocado e é do tipo adesivo,

que podem ser colados no para-

-brisa do carro, por exemplo.

A tecnologia de leitura

de chips do Siniav

estará disponível para

ser usada também por

empresas privadas?

A intenção do governo é conci-

liar a atual infraestrutura das em-

presas privadas disponibilizando a

identificação dos veículos para as

empresas conveniadas, para que

elas possam exclusivamente (e

não para outras aplicações) pres-

tar os serviços que atualmente

oferecem aos clientes.

n

SEQUÊNCIA NOS CARROS JÁ EMPLACADOS

O segundo número da placa (da esquerda para a direita) será substituído por uma letra

COMO É

0

1

2

3

4

5

6

7

9

8

COMO FICARÁ

A

B

C

D

E

F

G

H

J

I