EDITORIAL
ELADIO PANIAGUA
Presidente do Sindloc-SP
UMSETORQUE
VÊEVAI ALÉM
I
nteligência é a habilidade de se adaptar à mudança”. Das muitas frases de
autoria de Stephen Hawking, esta parece ser uma das mais simples. Mas
para quem fez da sua vida uma eterna luta em busca de conhecimento e
superação, as palavras do físico britânico só podem servir de inspiração para
irmos sempre além.
E é gratificante constatar o caminho trilhado pelo nosso setor. Fomos
testemunhas de uma série de turbulências e incertezas no mundo político,
convivemos com excessivas burocracias, uma elevada carga tributária, difi-
culdades de acesso a crédito, guerra fiscal, insegurança jurídica.... Mas em
vez de perguntarmos o porquê dessas barreiras, sobrevivemos e decidimos
saber como enfrentá-las.
Entendemos cada vez mais o papel estratégico da indústria de aluguel de
veículos para o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. Agora, após en-
frentarmos as tempestades com profissionalismo, transparência e abertos
a novas possibilidades, vamos colher os frutos da recuperação da ativida-
de econômica. Mas só podemos colher esses frutos porque atuamos como
agentes da mudança, e não como meros espectadores. E é esse pensamento
que permitirá também um cenário político mais favorável.
Enxergamos as dificuldades como trampolins para o crescimento. Se, para as
montadoras, a comercialização de carros zero-quilômetro ao consumidor es-
barra na queda de renda do brasileiro, lá vamos nós cultivar a rede de relacio-
namentos com o segmento. Hoje, as chamadas vendas diretas já representam
40% dos negócios da indústria, em grande parte impulsionadas pelas locadoras.
O faturamento do nosso setor, aliás, aumentou dois dígitos em 2017, mar-
ca restrita a poucas atividades da economia. Mais do que isso: geramos R$
16 bilhões em riquezas adicionais, com uma expressiva contribuição para a
cadeia produtiva do estado de São Paulo.
No auge da turbulência econômica, com a necessidade de enxugamento
de custos nas empresas, surgimos como alternativa ao disseminar os bene-
fícios da terceirização de frotas. Enquanto o dólar ultrapassava a casa dos
R$ 4 e reprimia o fluxo de viagens internacionais, intensificamos esforços no
segmento
rent a car
com o objetivo de capitalizar a migração de turistas para
destinos domésticos. Com a retração nas vendas de carros novos, contribu-
ímos para aquecer o mercado de seminovos.
Nas páginas a seguir, encontraremos uma radiografia que ratifica o de-
sempenho de excelência da indústria de aluguel paulista e a capacidade do
setor de superar as adversidades. Somos quem podemos e devemos ser:
estratégicos. Como dizia o próprio Stephen Hawking, “olhe para as estrelas
e não para os seus pés”.
“
“
”
Entendemos as
dificuldades como
trampolins para
o crescimento
3
REVISTA
SINDLOC




