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Pesquisa aponta aumento no uso de ferramentas de compliance, mas com
necessidade de ir além das regras
EMPRESASAMPLIAMOFOCO
CONTRAACORRUPÇÃO
O
investimento de empresas em ferramentas de
compliance, para mitigar riscos com práticas de cor-
rupção, aumentou quase 60% após a deflagração da
Operação Lava-Jato. É o que apontou um estudo conduzido
pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) com 130
executivos brasileiros.
No entanto, outro indicador da pesquisa exige atenção re-
dobrada dos gestores. Do total de entrevistados, 46% alega-
ram forte pressão para a criação de estruturas e regras de
compliance, o que pode induzi-los a falhas na implementa-
ção. “A simples existência de protocolos e de áreas formais
não é suficiente, pois há claras diferenças no grau de maturi-
dade das empresas em relação a esse assunto”, afirma Ma-
ria Fernanda Teixeira, CEO da Integrow, empresa especializa-
da em diagnóstico e implantação de programas do gênero.
Segundo a especialista, enquanto multinacionais de ori-
gem norte-americana demonstram estar mais avançadas
nesse quesito, por imposição de suas matrizes, as compa-
nhias brasileiras estão menos preparadas. “É natural que
elas tenham sua curva de aprendizado, mas é preciso que
encarem um desafio: tornar o compliance aderente às prá-
ticas da empresa”, avalia. “Mas vale lembrar que boa parte
das corporações investigadas na Lava-Jato mantinha pro-
gramas estruturados. Logo, não se trata de formalidade,
mas, sim, de estabelecer processos que não se limitem ao
treinamento de funcionários e incentivem conselheiros e
executivos a usarem valores éticos para nortear estraté-
gias e grandes negócios”, pondera.
A pesquisa destacou ainda que o principal foco de moni-
toramento das companhias é a gestão de parceiros e for-
necedores, mencionada por 44% dos entrevistados. A pre-
ocupação com crimes, como fraude e lavagem de dinheiro,
vem a seguir, com 33% de citações. Para as locadoras de
pequeno e médio porte, abraçar essa realidade representa
uma condição crucial para manter sua rede de relaciona-
mento e contratos com grandes corporações, que já se-
guem essa tendência.
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Do total de entrevistados,
46% alegaram forte
pressão para a criação
de estruturas e regras
de compliance, o que
pode induzi-los a falhas
na implementação
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