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SETOR

Modalidade representa até 40% dos negócios das montadoras e traz

novos horizontes para as locadoras

SINALVERDEPARAAS

VENDASDIRETASNA

INDÚSTRIAAUTOMOTIVA

A

pós anos de queda, o mercado de veículos finalmente começa a vis-

lumbrar uma retomada. Grande parte do crescimento ocorreu em ra-

zão do aumento das vendas diretas, que hoje respondem por 40% do

volume de negócio das montadoras. Mesmo com margens de lucro reduzidas,

a modalidade continuará crescendo no país, e os motivos são diversos, além

de sinalizar a oportunidade para desovar o estoque, manter a produtividade

das fábricas e compensar a queda nas vendas no varejo.

Um deles é a mudança nos hábitos do consumidor, que busca cada vez

mais novas maneiras de deslocamento pela cidade, sem necessariamente

possuir um veículo próprio. “Essa nova demanda de mercado criou oportu-

nidades para que empresas e

star-

tups

de economia compartilhada e

colaborativa entrassem com força

no mercado de mobilidade urbana,

com opções de aluguéis de veículos

online

e possibilidades de parce-

ria entre locadoras e aplicativos de

transporte”, destaca o presidente

do

Sindloc-SP

, Eladio Paniagua Ju-

nior. Essas empresas, por sua vez,

passaram a montar suas frotas por

meio da venda direta.

Também aumentou o número de

vendas diretas para deficientes fí-

sicos, taxistas e pessoas jurídicas.

Hoje, até um Microempreendedor In-

dividual (MEI) pode comprar um car-

ro diretamente da montadora, com

desconto, utilizando seu CNPJ.

Em 2007, essa modalidade repre-

sentava apenas 21,6% dos carros de

passeio emplacados no Brasil. Em

2016, as vendas diretas chegaram a

34% e, no ano passado, representa-

ram 40% dos emplacamentos totais,

35,6% dos carros de passeio e 66,3%

dos comerciais leves. Um crescimen-

to de 67% em dez anos. Algumas

marcas contabilizam a maior parte

do faturamento, com cerca de 60%

das vendas diretas, casos da Fiat e

da Renault.

l

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