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A
lista de exigências e a taxa de
juros continuam amplas, mas
a maior disposição das institui-
ções financeiras para a liberação de
financiamentos em 2018 representou
umsinal de alento para o setor. Empa-
ralelo, novidades como a regularização
das fintechs e do cadastro positivo po-
dem abrir horizontes e facilitar o aces-
so a novos recursos.
No terceiro trimestre do ano, os
quatro maiores bancos do país –
Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e San-
tander – registraramR$ 241,1 bilhões
em soluções de crédito focadas em
pequenas e médias empresas, um
avanço de 2,8% em relação ao mesmo
período do ano anterior. No entanto,
um levantamento do Sebrae com 6
mil gestores de companhias desse
porte apontou que 86% evitam re-
correr a essa alternativa. Desse total,
61% não obtiveram aval para nenhum
financiamento nos últimos cinco anos
e 47% sentem-se desestimulados
pela cobrança de juros.
“A taxa Selic já caiu consideravel-
mente e os indicadores de inadim-
plência das pequenas empresas tam-
bém estão reduzindo. Mas o ponto
crucial do crédito, que é o custo do
dinheiro na ponta, cai muito pouco e
de capital 100% estrangeiro nessas
empresas. Segundo o laboratório de
inovação FintechLab, até o primei-
ro semestre deste ano existiam 442
startups financeiras e plataformas
dedicadas à eficiência do setor, um in-
cremento de 22,5% em relação a igual
período anterior.
Outra boa notícia foi a aprovação
do texto-base do chamado cadastro
positivo. A iniciativa possibilita que
consumidores e empresas com pen-
dências fiscais, tributárias e trabalhis-
tas emdia sejam inseridos emuma es-
pécie de banco de dados do bem, com
o qual podem pleitear linhas de crédi-
to com taxas mais vantajosas. Cada
pessoa jurídica terá uma pontuação
referente ao seu histórico, com base
na adimplência em operações simila-
res e até no pagamento de despesas
de consumo. Na avaliação do Banco
Central, a novidade deve reduzir o risco
das operações de financiamento e, por
consequência, levar à queda do spread.
Rigor ou facilidades à parte, o fato
é que a profissionalização dos proces-
sos e uma gestão calcada em mode-
los de governança ainda são os me-
lhores caminhos para fazer com que
o dinheiro, e principalmente os negó-
cios, se multipliquem.
n
CRÉDITOEXTRA
PARAOS FINANCIAMENTOS
bastante devagar”, observou Alexan-
dre Comin, gerente de capitalização
e serviços financeiros do Sebrae, em
entrevista ao jornal
DCI
.
Mas em relação especificamen-
te às concessões para a aquisição de
veículos, o cenário revela-semais pro-
missor. Só no último mês de outubro,
foram liberados ao mercado mais de
R$ 9,2 bilhões, um índice 14,9% supe-
rior ao de outubro de 2017. Não é à toa
que os bancos de montadoras vêm
reforçando os gastos com tecnologias
que agilizam a análise de riscos. Só no
ano passado, o montante investido
nessa área chegou a R$ 19,5 bilhões,
percentual 4,8% maior que o de 2016.
Empresas do bem e com
novos canais
O acesso ao crédito, entretanto,
ganha contornos mais otimistas após
duas importantes regulamentações.
Uma delas avalizou a atuação das
fintechs como Sociedades de Crédito
Direto (SCD), com uso de uma plata-
forma eletrônica e recursos próprios.
A operação, antes limitada à corres-
pondência bancária, dispensa a figura
do intermediário e diminui custos de
operação. O Banco Central também
aprovou a possibilidade de aporte
Apesar do rigor elevado, os bancos ampliam apetite pela liberação
de recursos, e as fintechs despontam como canal de acesso
BOAVIAGEM,
BONSNEGÓCIOS
E BOA CONDUÇÃO
O segmento de viagens corporativas
foi um dos fatores determinantes para
potencializar a locação de veículos no ano
B
ons ventos sopraram em prol
do turismo de negócios no ano.
De acordo com a Associação
Brasileira de Agências de Viagens Cor-
porativas (Abracorp), o crescimento
acumulado até o terceiro trimestre foi
de 7,8% e a expectativa é que o per-
centual chegue a 8%, considerando um
aumento de 2,7% do PIB brasileiro. E
parte dessemovimento estimula tam-
bém a demanda pelo aluguel de veícu-
los nas rotas domésticas.
De janeiro a setembro, o volume
superior a 884mil diárias entre as em-
presas filiadas à entidade representou
uma alta de 21% diante do mesmo
período de 2017. O faturamento de
R$ 67 milhões significou um incre-
mento de 8%. “Estamos atualizando
o site da entidade com base em uma
metodologia de inteligência de dados,
que nos permitirá ter indicadores ain-
da mais completos e a comparação de
todos os elos da cadeia de valor. Mas
é inegável a tendência de crescimento
na locação independentemente de va-
riações conjunturais, estimulada pela
relação custo-benefício altamente fa-
vorável aos executivos”, avalia Carlos
Prado, presidente do conselho admi-
nistrativo da associação.
Boa parte desse resultado é credi-
tada a um trabalho de padronização de
processos conduzido pela Abracorp em
parceria com as locadoras, possibilitan-
do a uniformização de tarefas como a
emissão de vouchers. “Essa mudança
assegura ganhos de qualidade e produ-
tividade em favor do consumidor final”,
comenta. Ao mesmo tempo, as agên-
cias dedicadas à gestão de viagens cor-
porativas passaram a incorporar, mais
enfaticamente, a locação de veículos na
oferta de produtos e serviços entregues
com agilidade aos clientes”, pontua.
Para as empresas, a combinação
de comodidade com redução de custos
também colabora para impulsionar a
opção pelos veículos alugados. O pla-
nejamento da viagem semuso de táxis
ou aplicativos garante que o orçamen-
to previsto para essa modalidade de
transporte será respeitado, com mais
previsibilidade para o gestor. “Além
disso, o aumento da base de consumo
beneficia, proporcionalmente, a pre-
dominância dos modelos mais econô-
micos, o que permite um ótimo apro-
veitamento das frotas das locadoras”,
complementa Prado.
Outra possibilidade a ser mais ex-
plorada é a mescla entre viagens de
negócios e lazer. Executivos prove-
nientes de outros estados podem, por
exemplo, se deslocar para a noite pau-
listana ou para uma praia mais badala-
da no Guarujá depois de cumprir seus
compromissos profissionais. Cabe
salientar que os preços das locações
tendem a baixar em consonância com
o crescimento da demanda, por causa
da economia de escala.
A realidade é uma só. Com esse
setor cada vez mais profissionaliza-
do e o cliente em busca de eficiência
e economia, a indústria de aluguel
tem um leque de oportunidades à
sua disposição.
n
Bigstock
“É inegável a
tendência de
crescimento na
locação, estimulada
pela relação
custo-benefício”
CARLOS PRADO
ABRACORP
Guto Marcondes
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